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quinta-feira, 19 de julho de 2012

O estranho amigo de Adalberto

Adalberto tinha muitos amigos, mas um deles sempre lhe pareceu muito estranho. Seu nome era Genaro, e seus hábitos sempre eram diferentes dos demais colegas.

Genaro gostava de lutar, e quando os colegas o chamavam para jogar futebol e vôlei ele sempre arrumava uma desculpa e não participava do jogo.

Quando brincavam de pega-pega Genaro machucava os colegas, pois como ele era mais forte que os outros corria muito e pegava com força, chegava a derrubar alguns. Uma vez quando Adalberto estava como pegador ele conseguiu alcançar Genaro. Mas esse se debateu com tanta força que conseguiu fugir... Por causa disso, muitas crianças nem gostavam de tentar pegar Genaro, pois tinham medo de machucar-se.

Na hora do lanche na escola a lancheira de Genaro vinha quase vazia, com um pouco de chips ou algumas bolachas. Por causa disso ele sempre ficava pedindo o lanche dos outros, que com medo dele nunca diziam "não" e acabavam dando. Mas por que Genaro não levava algo mais nutritivo, como uma banana e um pão com manteiga?

Um dia apareceu na escola um gato magro e faminto. Logo que o viram todas as crianças foram chamar a professora para pedir um pratinho com leite para o bichano. Mas Genaro fez diferente: ele foi até o gato, pegou pelo rabo e o levantou do chão. O pobre animal miou bem alto, deu uma virada rápida e fugiu correndo pelo portão. As crianças ficaram muita bravas com Genaro, que ria e divertia-se com a sua malvadeza.

As tarefas do Genaro eram feitas sem nenhum capricho. Ele pintava sempre com muita pressa e os desenhos ficavam mal feitos como se fosse de uma criança mais nova. Os desenhos de Genaro eram sempre de monstros ferozes lutando ou destruindo coisas.

Genaro tinha também uma mania de não querer escutar as histórias que a professora lia. Ele ficava toda hora interrompendo e querendo que terminasse logo para ir brincar no parquinho da escola. Quando havia um filminho para assistir Genaro ficava chateando as outras crianças, cutucando, fazendo cócegas, não deixava ninguém em paz.

Por causa disso Genaro tinha a fama de ser chato, e ninguém queria ser amigo dele. No aniversário de Genaro a mãe de Adalberto o levou à sua festinha, mas não estava gostoso: só foram três crianças da escola além dos parentes dele, e Genaro ficou um pouco desapontado por receber poucos de seus amigos em sua casa.

Mesmo achando Genaro um menino muito estranho Adalberto sempre se esforçou em tê-lo como amigo. Sempre o chamou para brincar, para jogar bola e para dividir o lanche no recreio. Adalberto também o ajudava nas tarefas e atividades da escola, pois Genaro não conseguia parar quieto para fazer as coisas que a professora pedia. Foi assim que Adalberto aprendeu com sua mãe: que cada pessoa é diferente uma da outra, e mesmo parecendo estranho ou diferente devemos tratá-la bem, como um amigo.

É por isso que Adalberto era uma criança muito querida, divertida e feliz, pois ele era amigo de todos e todos gostavam dele. Ele sabia que era muito melhor ser legal e ter amigos de verdade do que ser chato e viver sozinho.

Fim

Após a leitura dessa história converse com seu filho sobre:

1 - Mesmo sendo maior e mais forte que os outros, devemos causar medo em nossos amigos?
2 - Por que devemos levar um lanche mais saudável e nutritivo para a escola?
3 - É certo machucar os animais?
4 - É melhor ficarmos longe das crianças ruins ou devemos ajudá-las e tratá-las bem para que aprendam a ser boas?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O estranho mundo de Adalberto

Adalberto era um menino de 6 anos que morava em uma cidade onde tudo parecia muito estranho.

Era estranho como haviam poucas árvores nas calçadas e muitos carros nas ruas. Por que será que as pessoas tiravam as árvores tão lindas e com sombras refrescantes para construírem ruas cheias de carros barulhentos?

A escola de Adalberto também tinha pessoas estranhas. Crianças brincavam de se empurrar, lutar e machucar uns aos outros. Por que será que as crianças não brincavam juntas de criar cidades de mentirinha, de construir coisas com os brinquedos, de fazer jogos e disputas?

No supermercado, sempre que ia com sua mãe Adalberto achava muita coisa estranha por lá. Por que será que vendiam tanta coisa de comer em pacotes de plástico, latas e papelão e poucas coisas colhidas da natureza?

Quando ia passear no shopping com seus pais, Adalberto logo via crianças fazerem coisas estranhas. Muitos saiam de perto de sua mãe e iam andar sozinho para longe e chegavam a subir pela escada rolante sem segurar no corre-mão. Por que será que as crianças faziam coisas tão perigosas, podendo até se acidentar ou perder-se de seus pais para sempre?

Nos parques e calçadas da cidade Adalberto sempre via animais domésticos soltos, famintos e sem donos. Por que será que as pessoas não cuidavam de seus bichos em casa e os soltava na cidade para viverem abandonados e sem os cuidados de alguém?

Outro dia, quando voltava de carro para casa, Adalberto reparou que em muitos semáforos haviam crianças que pediam dinheiro para os motoristas, e andavam de lá para cá em busca de moedinhas. Por que será que essas crianças tão pequenas não estavam com seus pais? Quem teria deixado que eles ficassem em lugares tão perigosos como as ruas da cidade?

Um dia Adalberto fez algumas perguntas a sua mãe sobre todas essas coisas, e ela respondeu-lhe:

- Filho, muitas pessoas não entendem o quanto sua vida é importante. Por isso não preservam a natureza e derrubam árvores para construir ruas, machucam seus coleguinhas para divertir-se pensando que são mais espertos do que eles, comem alimentos artificiais para terminar mais rápido porque estão sempre com pressa, gostam de ficar longe de seus pais para fazer tudo o que é perigoso sem ninguém para lhes dar uma bronca, abandonam seus animais de estimação porque pensam que eles não sofrem dor, frio e fome, e também largam seus filhos na rua a pedir dinheiro porque têm preguiça de trabalhar para receber o salário e comprar alimentos para toda a família.

Assim Adalberto começou a entender que muitas pessoas não se preocupam em fazer o que é correto, seguro e saudável. Mas ele, um garoto muito esperto, não viveria daquela maneira. Porque Adalberto era um menino legal, e queria ser um adulto inteligente, feliz e com muita saúde para divertir-se sempre com seus amigos, mesmo depois de grande.

O mundo em que Adalberto vivia parecia estranho mas ele estava disposto a mudá-lo, em fazer dele um mundo melhor!


Fim

Após a leitura dessa história converse com seu filho sobre:

1 - É bom ou ruim destruir as coisas nascidas na natureza?
2 - Na escola, na família e na cidade é certo brigar, machucar e maltratar as pessoas?
3 - É mais saudável nos alimentarmos de produtos colhidos da natureza?
4 - É nosso dever ensinar as pessoas a viver melhor respeitando a sua saúde, as outras pessoas e o meio ambiente?