quarta-feira, 18 de abril de 2012

O estranho mundo de Adalberto

Adalberto era um menino de 6 anos que morava em uma cidade onde tudo parecia muito estranho.

Era estranho como haviam poucas árvores nas calçadas e muitos carros nas ruas. Por que será que as pessoas tiravam as árvores tão lindas e com sombras refrescantes para construírem ruas cheias de carros barulhentos?

A escola de Adalberto também tinha pessoas estranhas. Crianças brincavam de se empurrar, lutar e machucar uns aos outros. Por que será que as crianças não brincavam juntas de criar cidades de mentirinha, de construir coisas com os brinquedos, de fazer jogos e disputas?

No supermercado, sempre que ia com sua mãe Adalberto achava muita coisa estranha por lá. Por que será que vendiam tanta coisa de comer em pacotes de plástico, latas e papelão e poucas coisas colhidas da natureza?

Quando ia passear no shopping com seus pais, Adalberto logo via crianças fazerem coisas estranhas. Muitos saiam de perto de sua mãe e iam andar sozinho para longe e chegavam a subir pela escada rolante sem segurar no corre-mão. Por que será que as crianças faziam coisas tão perigosas, podendo até se acidentar ou perder-se de seus pais para sempre?

Nos parques e calçadas da cidade Adalberto sempre via animais domésticos soltos, famintos e sem donos. Por que será que as pessoas não cuidavam de seus bichos em casa e os soltava na cidade para viverem abandonados e sem os cuidados de alguém?

Outro dia, quando voltava de carro para casa, Adalberto reparou que em muitos semáforos haviam crianças que pediam dinheiro para os motoristas, e andavam de lá para cá em busca de moedinhas. Por que será que essas crianças tão pequenas não estavam com seus pais? Quem teria deixado que eles ficassem em lugares tão perigosos como as ruas da cidade?

Um dia Adalberto fez algumas perguntas a sua mãe sobre todas essas coisas, e ela respondeu-lhe:

- Filho, muitas pessoas não entendem o quanto sua vida é importante. Por isso não preservam a natureza e derrubam árvores para construir ruas, machucam seus coleguinhas para divertir-se pensando que são mais espertos do que eles, comem alimentos artificiais para terminar mais rápido porque estão sempre com pressa, gostam de ficar longe de seus pais para fazer tudo o que é perigoso sem ninguém para lhes dar uma bronca, abandonam seus animais de estimação porque pensam que eles não sofrem dor, frio e fome, e também largam seus filhos na rua a pedir dinheiro porque têm preguiça de trabalhar para receber o salário e comprar alimentos para toda a família.

Assim Adalberto começou a entender que muitas pessoas não se preocupam em fazer o que é correto, seguro e saudável. Mas ele, um garoto muito esperto, não viveria daquela maneira. Porque Adalberto era um menino legal, e queria ser um adulto inteligente, feliz e com muita saúde para divertir-se sempre com seus amigos, mesmo depois de grande.

O mundo em que Adalberto vivia parecia estranho mas ele estava disposto a mudá-lo, em fazer dele um mundo melhor!


Fim

Após a leitura dessa história converse com seu filho sobre:

1 - É bom ou ruim destruir as coisas nascidas na natureza?
2 - Na escola, na família e na cidade é certo brigar, machucar e maltratar as pessoas?
3 - É mais saudável nos alimentarmos de produtos colhidos da natureza?
4 - É nosso dever ensinar as pessoas a viver melhor respeitando a sua saúde, as outras pessoas e o meio ambiente?

Um comentário:

  1. Oi!
    Vou tentar ilustrar essa história!
    Vamos ver no que dá?
    Abraço

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Se você se identificou com essa história, pode nos contar sua experiência pessoal